"Ninguém educa ninguém. ninguem educa
a si mesmo, os homens se educam entre si,
mediatizadas pelo mundo."
Paulo Freire

20/02/2018 11:14 - Maria do Carmo Souza Drumond

As mulheres sempre lutaram contra o estigma da inferioridade, em defesa da igualdade entre os sexos e por direitos  e conquistas da classe trabalhadora. A Educação, sempre esteve à frente das bandeiras de luta e emancipação da mulher.

         A repressão das sociedades patriarcais pode ter contido, historicamente, a afirmação das mulheres, Mas não conseguiu conter que algumas se destacassem.

        Casos, como exemplo, desde a Idade Média marcam  nossa história: A camponesa Joana D’Arc, que liderou  os exércitos franceses contra os Ingleses na Guerra dos 100 anos e da matemática e astrônoma Hipácia (350-415 dc), considerada uma das mais importantes pensadoras de Alexandria.

        Muitas histórias e referências à luta por igualdade de gêneros durante toda a história das humanidades mesmo nos períodos de repressão mais intensa marcaram a vida das mulheres, mas só com o desenvolvimento da escrita, por volta do sec. XV , a mulher começou a escrever a sua própria história.

         No mundo, um marco importante na luta das mulheres por direitos iguais foi a Revolução Francesa e no Brasil no período da Independência foi marcado por Maria Felipa,, a heroína negra da Independência, que comandou um batalhão de homens e mulheres e Maria Quitéria de Jesus, que, na Bahia, comandou um batalhão de mulheres.

         A igualdade de gênero nunca deixou de ser a luta das mulheres desde o Brasil Colônia, embora fossem consideradas como propriedade, elas lutaram por direitos básicos, como direito à vida política e à educação.

          O ingresso nos sindicatos, nos partidos políticos e na vida pública, direito à Educação , ao voto, a jornada de trabalho de 8 horas e a luta contra o estupro nos locais de trabalho e participação das greves  foram as bandeiras que marcaram a vida das mulheres no século XX.

E hoje, podemos afirmar que a pauta de lutas de 100 anos atrás continua a bandeira de luta dos dias atuais. Mesmo apossadas de armas mais sofisticadas, a defesa da representatividade pelo direito à participação política , a defesa da aposentadoria, contra a violência de gênero intensificam-se  ou recuam dependendo da conjuntura. Mas a luta por dignidade é sempre diária, semanal, mensal e secular.

SONHAR, LUTAR E TRANSFORMAR

Maria do Carmo Souza Drumond

Presidenta do SIMTED de Bonito-MS e Secretária de Relações de Gênero da FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul)

Maria do Carmo Souza Drumond