Escola militarizada não é a solução para a qualidade de Educação que queremos

A Educação Pública que hoje atende milhões de jovens dos 04 aos 17 anos na Educação Básica é resultado de uma construção democrática nas últimas três décadas.

Nesses 30 anos avançamos muito no financiamento, com garantia do mínimo de investimento estabelecido no artigo 212, da Constituição Federal, na democratização do acesso na Educação Infantil e Ensino Médio, na gestão democrática e a participação da comunidade.

Chegamos próximo ao oferecimento pleno das vagas no Ensino Fundamental, que está com percentual aproximado de 99% das demandas, assim como estamos perto dessa plenitude no Ensino Médio (86%), mas ainda há um deficit na Educação Infantil. O Plano Nacional de Educação (PNE) – aprovado em 2014 –, já traz prazos, metas e como chegar ao atendimento dessa etapa primordial da Educação Básica, mesmo com todos os problemas de crise política e econômica, a Educação Pública teve grandes avanços nos últimos anos.

Avanços estes que resultou em: gestões democráticas com eleição de diretores, participação familiar nas escolas, participação da sociedade por meio de conselhos municipais e estaduais e nos Projetos Políticos Pedagógicos (PPP) nas escolas.

De forma diferente de outros setores do governo, anualmente, ocorre dentro de cada Escola Pública, a prestação de contas de suas atividades de cada ano. Nesse contexto, não há espaço nenhum para discussões de militarização da gestão escolar nas Redes Públicas de Mato Grosso do Sul.

Esse conceito demonstra um viés de rompimento com a democracia e um desvio total de função da Polícia Militar, que se quer consegue, com seu efetivo, garantir a segurança da sociedade sul-mato-grossense.

Não por culpa da Polícia Militar, mas por falta de efetivo, de combustível para as viaturas, desvalorização salarial dos/as trabalhadores/as e ainda por falta de Política de Segurança, dever este do Executivo Estadual.

Pensar que a militarização pudesse ser de alguma forma solução para a área de Educação, é o mesmo que dizer que os "anos de chumbo" vividos pela Sociedade Brasileira, de 1964 à 1984, de Golpe Militar em nosso país estavam certos e hoje esta página histórica que envergonham a nossa Nação é  reprovado por todos/as. É no mínimo, um desrespeito com a inteligência de nossos professores e da sociedade civil  por parte Secretaria Estadual de Educação e do Executivo que hoje governa o nosso Estado.

Mato Grosso do Sul, que este ano completou 40 anos, nasceu de luta de muitos homens e mulheres que deram muitos anos de suas vidas em defesa da democracia, da desmilitarização e da construção de um Mato Grosso do Sul que deve continuar 'marchando' rumo ao um Estado livre, civil e democrático.

A FETEMS (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul) faz parte desse pensamento progressista de que a Educação Pública de Qualidade se faz com investimento, valorização dos Profissionais em Educação, gestão democrática e não com 'coturnos e baionetas'.

Presidente da Fetems, Jaime Teixeira

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